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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Resenha - Livro


 Apesar do nome e tema desse livro não parecerem, a princípio, tão atrativos ou interessantes, Introdução à Metodologia do Trabalho Científico, 10ª ed., é uma obra bastante completa, de fácil compreensão e explicativa. Lá pela metade do livro eu me perguntava porque não tinha lido antes - e o pensamento perdurou até as últimas páginas. Eu diria que é leitura obrigatória para os graduandos, especialmente os calouros que, em geral, pagam a disciplina de Metodologia do Estudo, da Pesquisa, do Trabalho Científico (ou algo do tipo) logo de cara. A 10ª edição traz um capítulo bem interessante sobre Pesquisa Bibliográfica na Internet, uma novidade nos livros que tratam desse tema.
      A primeira parte da obra versa sobre a importância da leitura, os tipos de pesquisa bibliográfica, as partes imprescindíveis do trabalho, as normas para a redação... Já a segunda parte trata de noções introdutórias à pesquisa em si, os métodos e técnicas que podem ser utilizados, como coletar dados para a pesquisa e como elaborar o relatório. A bibliografia também traz outros títulos bastante úteis para consulta. A autora Maria Margarida de Andrade escreve de maneira clara, objetiva e usa diversos exemplos para que o leitor não fique apenas imaginando como deveria redigir ou organizar alguns elementos essenciais. Como já disse, passei a considerar uma leitura obrigatória a todos os alunos de graduação. Vale muito a pena! Achei o prefácio à 1ª edição bem legal, então vou colocar um trecho aqui: "O objetivo deste livro é exatamente este: introduzir o aluno na prática da Metodologia Científica, pelo domínio das técnicas que visam facilitar o bom desempenho nos trabalhos dos cursos de graduação. Os procedimentos metodológicos aqui sugeridos foram extremamente simplificados, pois não é meu objetivo oferecer um livro de Metodologia, mas uma introdução ou uma preparação à Metodologia Científica."

Fica a dica. 

Por Priscila Xavier

domingo, 25 de setembro de 2011

Fim de semana na VIII Bienal Internacional do Livro PE #1


      O fim de semana foi agitadíssimo na Bienal! A Equipe Tá Ligado? marcou presença e registrou algumas palestras/fotos pra quem não foi e quer saber o que rolou! Claro que, infelizmente, não conseguimos ver/captar/registrar TUDO que tava acontecendo ontem e hoje, afinal eram muitos debates, mesa-redonda, oficinas, palestras e afins simultaneamente!
      Um espaço que merece destaque aqui é o Café Cultural, da FAFIRE. O ambiente é maravilhoso, bem equipado, confortável e de quebra, trouxe palestras incríveis! A que assistimos no sábado (24) foi ministrada por Gustavo Dantas, da SEAD (Superintendência Estadual de  Apoio à Pessoa com Deficiência), auxiliado por Jaqueline, intérprete de LIBRAS. Os temas discutidos foram a alfabetização em braile, produção de livros nesse formato, a evolução pela qual a leitura acessível vem passando, os softwares desenvolvidos para pessoas cegas e com baixa visão, além das barreiras atitudinais que ainda existem na sociedade para com os deficientes visuais. "A inclusão se faz fazendo, ninguém nos ensina" disse Gustavo.


      À noite, pontualmente às 18h, teve início o tão esperado bate-papo com Thalita Rebouças, autora de livros como o "Fala sério, mãe!", "Tudo por um namorado"e o mais recente "Era uma vez minha primeira vez". Thalita é um verdadeiro fenômeno entre o público adolescente. O bate-papo aconteceu no Auditório Brum - completamente lotado de fãs e pais que os acompanhavam. Assim que subiu ao palco acompanhada pelo jornalista Marjones Pinheiro (mediador), só se ouviam gritos e muitos aplausos. Bastante simpática e sorridente, Thalita fez coraçõezinhos para a plateia e mandou beijos. Na primeira parte da conversa, Marjones fez algumas perguntas à escritora, que falou sobre o começo da carreira, a alegria de estar na Bienal de Pernambuco, as amigas e situações que lhe servem de inspiração, sua surpresa em conversar com alguns pais e saber que eles também leram suas obras, a campanha Ler é Bacana e a satisfação em ter seus livros adaptados e publicados em Portugal. Na segunda parte do bate-papo, a plateia pode interagir e questionar Thalita que, em seu discurso, reforçou a importância da leitura para o desenvolvimento do jovem, citou a escritora britânica J.K. Rowling como uma "divisora de águas" para a literatura juvenil, falou sobre os e-books que, segundo ela, servem para baratear o livro e finalizou dando um conselho à encantada plateia: "Leiam sempre tudo e acreditem nos sonhos de vocês."
foto retirada do site da Bienal

Por Priscila Xavier

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Resenha - Livro

Lançado em 2009 em comemoração aos 40 anos do JN
     Hesitei em começar a ler esse livro porque não sou muito afeiçoada à Globo nem muito ligada ao Telejornalismo (de qualquer emissora), mas como o livro era emprestado e eu precisava devolver, comecei. A primeira impressão que tive não foi das melhores. Nos primeiros capítulos, William Bonner repete exaustivamente qual o "verdadeiro" objetivo do Jornal Nacional: "mostrar o que de mais importante aconteceu num dia, no Brasil e no mundo", o que já me deixou sem vontade alguma de continuar a leitura, mas prossegui.
      Os capítulos são bem divididos, curtos e bastante explicativos. Em algumas passagens, julguei um certo desprezo com relação ao (tele)jornalismo desenvolvido em outras emissoras, bem como um ar de superioridade por parte do autor - além do já esperado "puxa-saquismo" para o lado da Globo. Bonner tentou utilizar uma linguagem menos rebuscada e de difícil entendimento, para que o leitor - independente de ser estudante de comunicação ou mero telespectador do JN - não tivesse dificuldade em entender como é produzido o "telejornal de maior audiência no país", além de usar o humor em algumas passagens do livro.
      Pessoalmente, gostei de ler sobre como são feitas as edições atípicas do Jornal Nacional, os desafios de reportagem e também sobre a primeira entrevista do ex-presidente Lula depois da reeleição. Em determinados capítulos, Bonner "confessa" alguns erros cometidos por ele enquanto editor-chefe do JN - querendo mostrar humildade e, claro, enaltecer a equipe da Globo. Bom, para os que têm interesse em telejornalismo ou simplesmente gostam do JN, é um livro bastante explicativo e que vale a pena ser lido.

Por Priscila Xavier

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Resenha - Livro


     "O que é Indústria Cultural", de Teixeira Coelho, é um livro bem esclarecedor e intrigante, pois levanta questões e traz dados importantes sobre a comunicação no Brasil. Apesar de ter sido escrita originalmente em 1980 e atualizada nove anos depois, essa obra não se perdeu no tempo. O autor escreve de maneira clara, objetiva, tentando ao máximo se fazer entender pelo leitor. Uma pessoa leiga, que jamais ouviu falar no termo Indústria Cultural, após ler esse livro, sem dúvida sairá com uma ideia formulada e - até arriscaria acrescentar - crítica, pois além de jogar os conceitos e explicá-los, Teixeira Coelho insere exemplos da realidade brasileira de sua época - que, diga-se de passagem, não mudou muito.
     Esse livro traz um tema que realmente vale a pena refletir. O autor inicia com um panorama histórico, passa pelos diferentes conceitos de Cultura, suas funções na sociedade, cita autores importantes no campo da Comunicação - entre eles Roland Barthes e Umberto Eco -, traz dados estatísticos sobre os veículos de massa no Brasil e finaliza mostrando sua perspectiva diante da Indústria Cultural. Em algumas passagens, pode-se achar que o autor está sendo um pouco radical ou mesmo "ultrapassado", mas de qualquer forma, "O que é Indústria Cultural" é um livro que vale a pena ser lido, refletido e debatido. Boa leitura!

Já leu essa obra? Dá sua opinião, compartilha com a gente!

Por Priscila Xavier

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Resenha - Livro


     "Gêneros Radiofônicos - os formatos e os programas em áudio", escrito por André Barbosa Filho é um livro que, pela introdução, parece trazer uma escrita pouco usual e abordar os assuntos de maneira muito "científica"; impressão essa logo desfeita. 
       O autor define sua obra como um "livro-escuta", pois espera que os leitores "viajem" como se estivessem na escuta de um programa. Dando início à leitura, André Barbosa Filho passa pelas Teorias da Comunicação, conta um pouco sobre a história do rádio no Brasil, defende inúmeras razões pelas quais esse veículo tornou-se um sucesso - de seu surgimento até hoje - e, por fim, trata dos gêneros radiofônicos, mas sem a intenção de restringir a partir dos conceitos; e sim mostrar a dinâmica contida em cada um deles.
      Além disso, o autor cita outras obras e autores muito interessantes para quem curte rádio, jornalismo e comunicação em geral, trazendo uma referência bibliográfica riquíssima. Mais um livro recomendado e bastante agradável para estudantes de comunicação.

Por Priscila Xavier

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Resenha - Livro


     No prefácio escrito por Laurindo Lalo Leal Filho, há um parágrafo que define bem esse livro: "Ele é um manual de Radiojornalismo, capaz de responder a muitas das indagações práticas daqueles que que já fazem rádio e se defrontam com surpresa no seu dia-a-dia profissional, e é igualmente um guia seguro para quem pretende se aventurar por esse fascinante caminho."
     Mesmo que os exemplos sejam direcionados a radiojornalistas britânicos, não quer dizer que os brasileiros não possam usufruir das informações trazidas no manual. Usando uma linguagem simples, clara e bem humorada, os autores (Paul Chantler e Sim Harris) conseguem montar um livro excelente, que pode ser utilizado tanto por quem está "chegando agora" quanto por quem já tem anos de experiência. São discutidos tópicos como: técnicas de redação, como buscar emprego no rádio, as leis que vigoram nesse veículo, além de trazer um capítulo dedicado a defender o futuro do radiojornalismo e um glossário de grande utilidade para os radiojornalistas. Mais uma leitura indispensável para quem ama esse meio comunicacional.

Por Priscila Xavier

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Resenha - Livro


      Pela apresentação do livro, pode-se esperar uma leitura, no mínimo, interessante. Porém, no decorrer das páginas, esse manual mostra-se extremamente óbvio e enfadonho, apesar de ter sido escrito por dois grandes especialistas em rádio: Heródoto Barbeiro e Paulo Rodolfo de Lima. Para os profissionais que estão inseridos no mercado radiofônico, este livro é totalmente dispensável, pois não traz novidade alguma; já para os estudantes interessados em ingressar no radiojornalismo, pode ter alguma utilidade. Explica conceitos como 'rádio all-news', 'gillete press', ombudsman e traz boas considerações sobre a ética no jornalismo.

Por Priscila Xavier


P.S. Você já leu esse Manual? Compartilha sua opinião com a gente, é só comentar aqui embaixo! :)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Resenha - Livro



Em "O que é Dialética", Leandro Konder consegue - em poucas páginas - construir uma obra realmente significativa e abrangente. O autor inicia o livro falando da origem da Dialética e traz nomes conhecidos na filosofia: Aristóteles, Diderot, Rousseau. Passado esse primeiro capítulo, Konder faz um paralelo entre a Dialética e o trabalho, a alienação e traz conceitos fundamentais, como: o que é totalidade, as leis dialéticas, contradição e mediação, a fluidificação dos conceitos, entre outros. Os dois últimos capítulos abordam a importância da Dialética para o indivíduo e a sociedade, trazendo questões bastante reflexivas. Konder recorre a dois filósofos para finalizar sua concepção: "A Dialética - observa o filósofo brasileiro Gerd Bornheim - é 'fundamentalmente conservadora' (...) É , como disse o argentino Carlos Astrada, 'semente de dragões'. Os dragões semeados pela Dialética vão assustar muita gente pelo mundo afora, talvez causem tumulto, mas não são baderneiros inconsequentes; a presença deles na consciência das pessoas é necessária para que não seja esquecida a essência do pensamento dialético".
Uma leitura que vale a pena para todos que têm interesse na dialética - antigamente tida apenas com a arte do diálogo -, hoje concebida como um intrigante processo para entender o que está em movimento no mundo.

Disponível para download aqui.

Por Priscila Xavier

terça-feira, 12 de abril de 2011

Resenha - Livro

Leitura recomendada a todos que estudam Fotografia

Em seu último livro, Roland Barthes se propôs a ser um "mediador" da Fotografia, formulando traços fundamentais a partir de "movimentos pessoais", o que resultou em um livro ora subjetivo (pois traz sua visão sobre determinados pontos), ora objetivo (pois oferece nomenclaturas técnicas).

No início da obra, Barthes descreve seu espanto diante das primeiras fotografias e, ao longo do livro, divide com o leitor imagens que julgou belas, intrigantes, mágicas. Em determinado capítulo, classifica a Fotografia em empírica, retórica ou estética, porém afirma que "essa classificação é sem relação com a sua essência". Traz ainda as denominações: Operator (para o fotógrafo), Spectator (para quem vê a foto) e Spectrum (para quem é fotografado). Para ele, a Fotografia consistia em um entrecruzamento de dois processos: um químico e outro físico e cada imagem trazia em si um "Studium" (intenção geral da foto) e um "Punctum" (detalhe que atrai, choca). 

Apesar de levantar aspectos e classificações técnicas, Barthes escreveu um livro essencialmente pessoal, pois: "Eu só me interessava pela Fotografia por 'sentimento'; eu queria aprofundá-la, não como uma questão (um tema), mas como uma ferida: vejo, sinto, portanto noto, olho e penso".

Por Priscila Xavier


P.S. Você aí, já leu esse livro? O que achou? Compartilha com a gente!

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