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sábado, 10 de setembro de 2011

Do outro lado da rua



Todos os dias lá estava ela. Sempre do outro lado da rua, aquela mulher tinha alguma coisa de estranho. Sempre sentada em sua cadeira de balanço, fazendo tricô, ela apenas observava o movimento. Nunca conversava com ninguém. Morava só e era famosa por ir a enterros mesmo sem conhecer o defunto.
No mesmo horário eu passava pela frente da sua casa e ela sempre me observava até que saísse do seu campo de visão. Isso sem qualquer constrangimento. Encarava-me e não dizia uma palavra, não movia uma sobrancelha, não piscava um olho.
Numa sexta-feira eu estava com um colega e decidi parar para falar com a tal mulher. Como de costume, passei na calçada oposta à casa dela e num dado momento parei, puxei meu colega para o outro lado e lá ficamos os três a nos encarar.
Durante quase um minuto, que mais pareceram horas, ficamos nos fitando sem ação alguma. Até o vento pareceu parar naquele momento. De repente a mulher mostrou uma expressão de nojo no rosto, virou os olhos e deu uma tremenda gargalhada. Depois voltou a ficar séria, apontou o dedo para nós e disse: “Somente em três dias, meus filhinhos!”. E calou-se novamente, voltando a fazer tricô como se não houvesse mais ninguém ali. Fomos embora sem entender nada.
Três dias depois, a mulher do outro lado da rua morreu e apenas eu e meu amigo fomos ao seu enterro. Na saída, ao cruzarmos o portão do cemitério, tudo ficou distante. Tudo ficou claro. Tudo sumiu.
Quando me dei conta, estava sentado numa cadeira de balanço ao lado do meu colega. Eu escutava rádio e ele fazia palavras cruzadas. Ambos não dizíamos nada. Apenas observávamos quem passava do outro lado da rua.

Por Oliver

terça-feira, 7 de junho de 2011

Aconteceu na UFPE


     Mais um evento organizado por alunas de Secretariado para a disciplina de Organização de Eventos, ministrada pela professora Simone Dias, o Fórum foi sucesso de público. Para esclarecer pontos sobre a violência doméstica, como prevenir esse tipo de ação e detalhes sobre a Lei Maria da Penha - em vigor desde 7 de agosto de 2006 - o Fórum contou com as ilustres presenças da Juíza de Direito Dra. Marylúsia Feitosa Dias de Araújo e o Promotor de Justiça Dr. Alfredo Pinheiro Martins Neto, ambos com larga experiência nas questões de violência contra a mulher. 
     Apesar da quase uma hora de atraso para o início do Fórum, as explanações dos convidados valeram a espera. Dra. Marylúsia "scanneou" alguns detalhes da Lei para o público - formado em sua maioria por mulheres das mais diversas idades - e o Dr. Alfredo Pinheiro agradou a todos os presentes com uma fala bem-humorada sobre alguns entraves para aplicação da lei, dnetre eles a própria mulher que, por medo, dependência financeira do companheiro ou mesmo por amor, desiste do processo e deixa o agressor livre, como também juízes de direito que, numa tentativa de "desafogar" o número de processos para julgar, desencoraja muitas mulheres que procuram o serviço. Claro que esses casos não podem ser generalizados, mas infelizmente existem.
     No fim do evento, as organizadoras abriram espaço para perguntas da plateia, respondidas com muita propriedade pelos convidados, além de realizarem sorteios das marcas que apoiaram o evento, como a Risqué, Pharmapele, Jornal do Commercio, Livraria MEC e Uatt?. As marcas patrocinadoras do evento foram: ContLine Assessoria Contábil, Jus Decisvm, Centro de Estudos e Schin Refrigerantes. 
     Em nome da Equipe Tá Ligado? gostaria de agradecer ao convite de Sáfia Zarzar e parabenizar pelo evento, que foi bastante organizado e esclarecedor para o público presente. Gostaria de agradecer também aos brindes recebidos e a assinatura diária  por um mês do Jornal do Commercio que ganhei no sorteio!
Brindes às participantes do Evento

Por Priscila Xavier

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